Eu tive a honra de bailar com Exu.
De sentir o chão vibrar sob meus pés enquanto o tempo se abria diante Dele.
Tive a honra de conduzi-Lo no xirê,
de aprender que cada gesto é caminho,
que cada passo é palavra e que cada volta é também retorno pra mim.
Eu tive a honra de conhecer Exu —
não apenas nas encruzilhadas,
mas dentro de mim:
no meu riso, na minha coragem, na minha palavra.
E hoje posso dizer, com o peito aberto e a alma em festa:
Exu é meu amigo.
Companheiro de estrada, guardião das portas,
mensageiro que me ensina a viver com firmeza e leveza.
Que Exu siga sendo Senhor do meu caminho,
e me conceda a honra de continuar bailando com Ele em uma roda de Candomblé — e na vida.
Porque com Exu aprendi que o movimento é sagrado,bque o caminho é escolha e coragem,
que cada encruzilhada é também um recomeço/ continuAÇÃO.
Sem Exu, nada sou.
Laroyê
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